Por eles, o melhor de nós

Por eles, o melhor de nós

Este tem sido um ano bem diferente para toda a minha família. Com a chegada dos primeiros netinhos, nossa vida se modificou, nossos olhares possuem uma nova direção, nossa atenção passou a ser principalmente para os pequenos. Eles mudaram a nossa vida, para melhor. Aproximaram-nos ainda mais. Tornaram-nos ainda mais família.

Os valores que nos regem continuam os mesmos e estamos ansiosos em repassá-los para frente para a nova geração. Desafio! Mas o que de fato mudou e por quê?

As crianças nos alegram porque nos tornam mais vivos, nos dão outros motivos para viver. Agora não se quer conquistar por nós mesmos ou pelo casal, pelos pais, pelos irmãos. Queremos fazer tudo certo e fazer dar certo para que eles sejam felizes. E esse é o verdadeiro sentido de ser pai, mãe, avós, tios… Agora é tudo por eles e nesse momento ainda mais forte, quando dependem totalmente de nós.

A nossa alegria de viver está nas conquistas dos picurruchos: os sorrisos que mostram que nos reconhecem, os primeiros passos que os fazem ganhar espaço e ir em nossa direção, as conversas sem palavras mas carregadas de significado, os braços que pedem colo, os choros que são pedidos de carinho e socorro… A nossa transformação, silenciosa e diária, é para reconhecer os sinais, nos dedicarmos a fazer o bem, a sermos pessoas melhores, desapegados das agarras da vida adulta e livres para voltarmos a ser crianças para alegrar, educar, formar, ajudar os pequenos nas descobertas da vida.

O que mais me encanta nessa transformação de todos e de cada um é ver, sentir e vivenciar a evolução. As cunhadas viraram mães dedicadas, afetuosas, corajosas. Os irmãos se descobrem cada dia mais pais: cuidam, ajudam, se responsabilizam, brincam, encorajam, se fazem presentes. Os avós são mesmo pais com açúcar. Para eles não têm limite para alegrar, ao mesmo tempo há preocupação, cuidado, carinho, conselhos. Os tios e as tias ganharam um brilho novo no olhar e tentam ser apoio constante para os pais, assim como “bacukp” dos pais para os pequenos: se mostram presentes, querem ajudar para aliviar as dificuldades e o cansaço dos pais, se encantam como cada descoberta dos picurruchos.

Todos hipnotizados! Todos envolvidos com a beleza da vida, das novas vidas, as nossas e as dos pequenos.

“Sermos dois é aconchego
Sermos três é desafio
Transformar o sentir em amor
E perpetuar o nosso mundo
Se doar pra viver a lição de alimentar um coração
Sermos três, felicidade
Sermos três é realidade”
Lívia Amaral de Santana

Aniversário

Aniversário

Ufa! Acordou à meia noite para receber o primeiro de muitos parabéns. Acordou para sentir a alegria de quem está longe e queria estar pertinho, grudadinho. Acordou para receber boas energias desde o início do seu dia, um dia especial, que merece só coisas boas: abraços e telefonemas de quem se gosta, de amigos e parentes, presente dos mais próximos, sinal de fumaça dos especiais que estão longe, muito longe.

Desejo que o seu dia seja leve. Leve para que você possa aproveitar e reconhecer cada gesto de carinho, gestos que o mostram o quão especial você é para todos que o rodeiam. Leve para que viva e reviva as suas histórias, todas, alegres e tristes. Histórias que lhe marcaram e lhe transformaram na pessoa incrível que você é. Por fim, desejo que seu aniversário tenha um pouco de mim, de nós, da história que estamos trilhando juntos: com carinho, respeito, amizade, confiança, admiração e muitos outros bons sentimentos.

Acordou à zero hora com o telefone tocando. Acordou para sentir o coração pulsar, os dois, os nossos. Corações que batucam por vida plena, por felicidade rotineira, por você, por você sempre comigo… Parabéns!

“Pegue uns pedacinhos de afeto e de ilusão
Misture com um pouquinho de amizade.
Junte com carinho uma pontinha de paixão
E uma pitadinha de saudade.
Pegue o dom divino maternal de uma mulher.
E um sorriso limpo de criança
Junte a ingenuidade de um primeiro amor qualquer.
Com o eterno brilho da esperança.
Peça emprestada a ternura de um casal,
E a luz da estrada dos que amam pra valer.
Tenha sempre muito amor.
Que amor nunca faz mal
Pinte a vida com um arco-íris de prazer
Sonhe, pois sonhar ainda é fundamental.
E um sonho sempre pode acontecer…”
Toquinho

Sua conquista é minha alegria!

Sua conquista é minha alegria!

A conquista, a vitória, o alcance de um objetivo. É tão bom quando essas coisas acontecem na nossa vida! Mas quando é com o outro, com um familiar ou um amigo, tem valor especial. Mas de que conquistas estamos falando? De todas: os primeiros passos dos sobrinhos; a formatura ou a aprovação de uma amiga no concurso público; a gravidez do casal especial; a compra do ap ou do carro do amigo; chegar ao cume do Tabuleiro escalando…

As sensações geradas pela conquista do outro começam assim que a gente se envolve na ação. Ao ouvir, imaginamos e nos colocamos no lugar. Ao falar, passamos um pouco da nossa energia e força para que o resultado seja positivo. Ao ajudar no planejamento, nos aproximamos e vemos o sonho ganhar forma. E isso é dia a dia. Ao acompanhar o passo a passo, estabelecemos vínculo com aquilo que não é nosso, mas que já é, afinal, a torcida cresce a cada conversa, a ansiedade passa a ser nossa e o desejo de que tudo dê certo, para o outro, torna-se o foco.

Quando a conquista chega, você não está lá vivenciando, não faz parte do momento máximo, e se frustra por isso. Só um pouco, pois a alegria da vitória alheia enche o coração de bons sentimentos e o rosto de sorriso. A empolgação do amigo ou parente é transmitida para nós, mesmo a distância, e viramos eco, contando para quem está por perto o que se passou, espalhando o orgulho com muita alegria. O valor especial é a admiração. Superar desafios, ter força de vontade, lutar pelos sonhos… Isso merece reconhecimento. E que bom que nos possibilita ser mais felizes, a cada conquista, a nossa e a de quem amamos.

“Felicidade brilha no ar
Como uma estrela, que não está lá
É uma viagem, doce magia
É uma ilusão que a gente não escolhe
Mas que espera viver um dia”
Fábio Jr.

Felicidade em cada coisa

Felicidade em cada coisa

Disseram-me que escrevo coisas profundas, que minhas reflexões são importantes, reais, mas pesadas. Sim. Sou questionadora e não superficialmente. Mas, nem por isso, meus textos precisam ser duros, embebidos de questionamentos quanto ao ser humano e nossos comportamentos. Adoro críticas, principalmente as construtivas. Elas nos transformam, nos fazem pessoas melhores. Hoje, portanto, seguindo o conselho de quem já viveu muito e quer mais leveza e palavras de gentileza, escrevo sobre as pequenas alegrias que a vida nós dá.

Muitos falam que a felicidade está nas pequenas coisas e isso é a mais pura verdade. Vou enumerar dez das alegrias que me tornam mais feliz atualmente e podem fazer parte do seu dia. Então, repare e curta mais as pequenas maravilhas da vida!

1)  O sabor da gemada batida pela vovó ou do suco de laranja natural feitos especialmente para você.

2) A música que alimenta a alma e deixa o dia mais sereno e preenchido.

3) O sorriso dos sobrinhos ou da amiga, que lhe mostra o quão é importante ter pessoas amadas ao redor, juntinho.

4) O cheiro da terra quando se cuida da horta ou das plantas que estão no ap.

5) Uma ligação, despretensiosa, de uma pessoa querida, que apenas estava com saudade de ouvir sua voz ou de prosear.

6) O silêncio da sua casa, que permite ouvir nosso coração, perceber nossa respiração e ter a certeza da vida, pensando na nossa existência.

7) Resgatar a memória por meio da saudosa e divertida leitura de cartas antigas e da visualização das fotos, que contam a nossa história, pelo menos os bons momentos.

8) Cozinhar pra nós e para o outro, garantindo mais um momento de bom papo e sabores únicos, produzidos por nós mesmos.

9) Estar em contato com a natureza, contemplando as belezas e aproveitando seu frescor para renovar as energias.

10) Estar com a família e os amigos, pessoas que são parte de nós e que sem elas, a vida não faria nenhum sentido.

Mas tem muito mais: um banho demorado, tomar um copo de água geladinho, comer o que deseja, se produzir para você mesmo, receber um abraço, fazer um elogio e ver a alegria do outro, ajudar a quem precisa com nossa presença e atitude, ler, ter um dia de preguiça, tomar um banho de cachoeira, viajar, desapegar do não mais nos serve, receber um cafuné, sentir o cheiro do café e saboreá-lo…

 “Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz,
Sentirá o ar sem se mexer,
Sem desejar como antes sempre quis,
Você vai rir… sem perceber,
Felicidade é só questão de ser,
Quando chover… deixar molhar…
Pra receber o sol quando voltar.”
Marcelo Jeneci

 

A morte na vida

A morte na vida

Como lidar com a morte? O que ela significa?

Perder familiares, amigos e companheiros não é fácil. Da noite para o dia, de repente, uma pessoa some, desaparece, pra nunca mais voltar. A ficha demora um pouco para cair e o tempo faz entender que não é uma escolha, a perda é permanente.

A ausência vira dor, choro, solidão, saudade… As histórias ganham vida e trazem energia e até um sorriso em meio às lágrimas. O cheiro, que não dura muito, tenta enganar, dando um falso aviso de que a pessoa ainda está por ali. Os pertences ganham valor, pois são provas da existência de quem não está mais entre nós. Ao mesmo tempo, são armas contra a vida que deve seguir, pois prendem, amarguram. As fotos ajudam a manter a lembrança, trazem boas recordações e uma nostalgia que parece não ter fim.

Não se sabe o que acontece com a pessoa que se foi. Ficamos na torcida para que seja bom, assim como cada morto merece. Mas, para quem fica, há que se entender que a morte faz parte da vida. É dura, é triste, é desoladora. Não há justificativas, desculpas, argumentos. Faz perdermos o chão e a razão. Bate o desespero, a dúvida de como será de agora para frente. E não há respostas, nem receita de sucesso para enfrentar esse momento.

Para quem fica, a morte é mais uma prova, um chamado para a evolução. É hora de crescimento, de enfrentar os medos, de sair da zona de conforto e transformar a vida, que, com certeza, será diferente e, no princípio, mais difícil. Mais uma vez, a vida nos pede coragem…

 “Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz.”
Almir Sater e Renato Teixeira

Mais respeito, por favor!

Mais respeito, por favor!

As atitudes das pessoas falam muito delas e do ser humano. Mostrar interesse por alguém é legítimo, é natural, é necessário, pode ser especial. Mas para tudo há limite e nossa liberdade termina quando encontramos as barreiras sociais, mas, principalmente, o respeito. Respeito pelos nossos, respeito pelo outro, respeito por nós mesmos.

A inquietação da sociedade tem tornado as pessoas frias, calculistas, individualistas, egoístas. Muitos estão perdendo a noção, já que o respeito já deixou de existir ou nunca foi valor. Perdem a noção e abordam com agressividade, são inconvenientes, misturam o pessoal com o profissional, usam o poder para coagir, menosprezam os sentimentos alheios. Outros exploram a sensualidade e a sexualidade, aguçam a curiosidade com pitadas de charme, usam o físico para chamar a atenção, esquecem de se valorizarem.

Sim, ultrapassam limites. Expõem esposas, maridos e filhos sem pestanejar, diante de colegas e conhecidos, cantando e tentando encantar a menina ou o rapaz que acabaram de conhecer. Ignoram as regras sociais e, sem saber quem é o outro, avançam tentando uma conquista imediata para uma noite, um momento de diversão, sei lá mais o que. As brincadeiras constrangem, são cheias de más intenções, são abusivas e geram desconforto. Nesse jogo, há a forte desvalorização da mulher, aqui vista como coisa, prêmio, o gera competição. Por outro lado, o homem também se transforma em objeto de desejo, produto, bem a ser adquirido. As regras não são claras e, por isso, vale tudo e o ser humano se torna fútil, ruim, desprovido de valor.

E isso é diário, em cada ação. Foi-se o tempo em que existia gentileza. Hoje, um ato agradável é sinônimo de interesse e a cobrança virá em seguida. Triste realidade. Realidade que incomoda, gera asco. Pode não parecer, mas há uma luta diária por respeito. Mas lutar dia a dia, sem perceber a evolução social, cansa, desanima, frustra. Dá vontade de sacudir as pessoas, chamar atenção sobre seus atos, mostrar o lado perverso de cada atitude. Mas não dá pra resolver o problema do mundo, do ser humano. Infelizmente.

“Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola
A vida é o circo
‘Amor: palavra que liberta’
Já dizia o profeta”
Marisa Monte

Pra recomeçar…

Pra recomeçar…

Sair de um relacionamento não é fácil! De nenhum, nem mesmo dos ruins, afinal, algum dia eles foram bons. É preciso coragem, determinação, auto avaliação, tocar nas feridas, buscar respostas doídas e, sobretudo, transformar, nos transformar.

Primeiro vem a tristeza, o luto. Importante fase para encerrar o ciclo, ter certeza do que se quer, encarar a nova realidade, se organizar para seguir adiante. É hora de chorar, repensar a vida sem a pessoa querida, afogar as mágoas com a bebida e os amigos, ficar sozinho, cantar músicas de dor de cotovelo. É hora de encontrar o fundo do poço e isso leva tempo.

O fundo do poço nos faz ver que alguns sentimentos, presentes fortemente nos corações, só nos puxam para baixo. É o momento de encarar a segunda fase e querer mudar, melhorar, se abrir para a vida que lhe apresenta e é nova. O antigo relacionamento torna-se distante, vira passado. Mas não se engane! Há ainda questionamentos, frustrações, vontade de cobrar respostas.

Ao sair do poço, ficam o ex, a rotina antiga, os ressentimentos, as palavras não ditas, o desânimo. Agora, busca-se as amizades verdadeiras, o amparo da família, boas conversas, uma terapia (por que não?), sair com os amigos, aula de dança, prática esportiva, novas amizades. É aqui que novas decisões são tomadas e a vida começa a ter novos sentidos: intercâmbio? Novo apartamento? Voltar para a casa dos pais? Adotar um cachorro? Conquistar um novo amor? Ficam os sonhos, os antigos, e nascem outros, muitos outros.

O tempo mostra que nada melhor que ele para nos ajudar a mudar. Você já não é mais o mesmo, mas é você mesmo, com novas opções dadas pela vida, e uma louca vontade de ser feliz. É chegada a hora de estabilizar. Uma rotina diferente se formou, as decisões tomadas abriram outros caminhos, os amigos torcem e apresentam pretendentes, a família já anseia por novidades no campo amoroso, você recuperou seu amor próprio e autoestima e se abre para conhecer outras pessoas, para fazer amizades e, quem sabe, iniciar um novo relacionamento amoroso. Escolha de dois, individualmente.

Mas, assim como terminar, recomeçar não é fácil. E é preciso estrutura, se fortalecer nas fases anteriores e, novamente, ter coragem. Coragem para arriscar, se entregar e tentar ser feliz. Mas essa é outra história…

“Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar.”
Frejat