Surge na blogoesfera uma esperança de “queda da ministra ou queda de Sócrates, ou a queda de ambos”….
Não sou apoiante deste governo, bem pelo contrário. Não sou apoiante da Ministra MLR, nem por sombras. E não sou apoiante das decisões do MCTES, o meu patrão nos últimos anos.
Mas não compartilho desta esperança.
Em 2005, nas eleições para a Assembleia da República, o PS obteve 2588312 votos, 45,03% de eleitores, o que se reverteu em 121 mandatos.
Mesmo perdendo os 120 000 votos, que pelas suas palavras iniciais, MLR não valoriza, os professores representam 4,6% de eleitores. Estatisticamente, não somos assim tão significativos. O PS ainda tem uma margem confortável para uma maioria, e se jogar as cartas certas (apelar aos indecisos e à mancha de população PS que apesar de contestatária não se revê noutras forças políticas) poderá mesmo chegar a uma maioria absoluta.
Alguns estudos chegam mesmo a afirmar “…Com base nestes pressupostos, o nosso modelo prevê que o PS venha a obter 38,35% dos votos nas próximas eleições legislativas. A probabilidade de que este valor torne o PS o partido mais votado é superior a 99%….”
Portanto, não se iludam e não esperem que esta onda de contestação traga frutos eleitorais. A única forma de evitarmos mais 4 anos de desgoverno PS é começando desde já uma campanha eleitoral…

2 Comentários
Dezembro 2, 2008 ás 10:21 pm
Muito mal estará o país se for governado a pensar no umbigo dos professores.
Olhe que a muita gente não está solidária com a vossa luta que está a ser inteligentemente aproveitada pelos comunas, com fins eleitorais.
A eles apenas lhe interessa eleger mais 2 ou 3 deputados. Estão-se a cagar para os professores. É política o que lhes interessa e o Mário Nogueira aspira vir a ser o manda chuva da CGTP.
Quando vocês abrirem os olhos será tarde. Acontecerá o mesmo à Fenprof que aconteceu ao outrora todo poderoso sindicato dos metalúrgicos. Que força é que esse sindicato tem hoje? E porquê?
Então cabe na cabeça de alguém ser um sindicato a subjugar um ministério e um Governo?
Dezembro 3, 2008 ás 11:12 am
Em relação ao “aproveitamento dos comunas”, não farei muitos comentários, pois cada um tem direito à sua opinião…apesar de estar muito ao lado. Basta ver quem tem esgrimido mais opiniões e tempo de antena por parte dos “movimentos de professores” para perceber que não é o PCP que os está a “orientar”.
Em relação ao umbigo dos professores, a mim parece-me que um país deve ser governado em função da sua população e das suas aspirações. Quando uma classe profissional (mais de 90% desta) está descontente com uma política governativa, dá que pensar se as decisões governamentais são as mais correctas, não?
E já agora, em relação aos sindicatos…se não forem estes a defender os direitos dos trabalhadores (como o meu caro Quintanilha apelida de “subjugar ministérios”), diga-me então quem o fará?!