Qualquer greve, em que sector seja, provoca desconforto. A ansiedade dos grevistas e dos visados pela greve, dos utentes dos serviços ou dos meros observadores, todos os elementos têm uma ou mais razões para se angustiarem durante o período da greve.
Na educação e no que toca a escolas a greve assume contornos ainda mais problemáticos, para mais quando nos últimos anos as escolas têm servido como repositórios de “alminhas” enquanto os pais necessitam de ir trabalhar para responder às necessidades de uma sociedade cada vez mais capitalista e consumista.
Entendo e aceito as dificuldades dos pais, até porque também o sou. Mas também entendo e aceito o direito a uma forma de manifestação que é utilizada em caso extremo, findas quaisquer outras soluções.
É com surpresa mas agrado no entanto que vejo nesta peça da Lusa as declarações de um pai, que “…como aderiu à greve, (…) vai poder ficar com o filho durante todo o dia.” Podemos assumir que esta poderia ser uma postura nacional. Mesmo quem não pertence à função pública, percebendo os motivos desta luta e solidarizando-se com os trabalhadores, aderia à greve e ia passear com os filhos, dedicar-lhes o tempo que tem sido “roubado” às famílias…o país parava ou não?
Eu sei, vivo num mundo utópico…deixem lá, vivo feliz.
