Finalmente o SPGL assume a greve geral de 30 de Maio como uma luta a travar…
Esperemos que a mobilização se inicie brevemente, nas escolas, na rua, onde está o professor que necessita de apoio e acompanhamento.
Este é o momento. Concorde-se com o timing ou não, não há volta a dar, estamos unidos nesta frente de batalha, com o objectivo de pressionar este governo arrogante e prepotente.
E juntando mais causas a esta demanda:
- Pelo subsídio de desemprego para os docentes do ensino superior.
- Pela atribuição e pagamento de bolsas de estudo para investigação.
- Por um ensino superior que prime pela qualidade e não pelo receio da precariedade.

15 Comentários
Maio 18, 2007 às 10:08 am
Dir-se-á que mais vale tarde que nunca…
Ao que me disseram, de Setúbal estiveram poucos sócios na Assembleia de ontem. E parece que se passaram coisas estranhas nas votações.
Alguém sabe exactamente o que aconteceu?
Maio 18, 2007 às 1:47 pm
Quanto mais greves fazem mais os pais vos desprezam. Mostrem melhorias no insucesso e depois reivindiquem.
Maio 18, 2007 às 1:52 pm
Boa tarde, ValterVarredor!
Maio 18, 2007 às 9:45 pm
Eu…a v teoria da conspiração! Têm uma mania que sabem tudo! Qual Valter? Se pensam que todos os que pensam como eu são o valter..então em Portugal há muuuuuuuuitos Valter!!! Podem acreditar.
Maio 19, 2007 às 6:52 am
Caro Varredor:
Creio que é o protagonista daquele anúncio das Novas Oportunidades: “Não acabou os estudos e agora é varredor”. Claro que não acabou por culpa dos professores que não o conseguiram motivar. Só pode ser essa a razão. Na realidade, os professores são os culpados do insucesso. Todos os pais conscientes das suas responsabilidades como educadores sabem disso. Nem precisam de ir à escola, nem de saber nada do que se passa nas aulas com os seus filhos. É intuitivo. A culpa é dos professores. A culpa só pode ser dos professores. Privilegiados e incompetentes. Maria de Lurdes e Valter assim o dizem e os pobres de espírito dos “varredores” assim o repetem.
A Greve Geral é também por eles.
Os professores lutam porque defendem um sistema público de ensino que forme cidadãos instruídos e conscientes dos seus deveres cívicos, tal como consta da Lei de Bases do Sistema Educativo que o governo de Sócrates (apoiado por incautos varredores e esclarecidos provocadores) está apostado em destruir.
Maio 19, 2007 às 3:52 pm
Este blog foi nomeado pela moriae da Sinistra Ministra para o prémio “Blog com Tomates”. Para ver como proceder visite http://blogcomtomates.blogspot.com
Parabéns!
Maio 19, 2007 às 4:17 pm
Sandino…seria varredor se tivesse tido professores como tu!!! Mas não tive. Tive professores que raramente faltavam, e quando faltavam os alunos não iam para a rua porque o professor era substituido. Em que os professores se punham em causa quando o número de reprovoções ultrapassava o razoável. Em escolas que promoviam a cooperação com os pais e que envolviam os pais em actividades e projectos. Em que os professores eram avaliados e responsabilizados pelo seu trabalho. Não mandavam como trabalho de casa matéria que os alunos não dominam e que quem não tem pais com bom nível de instrução não consegue fazer. Que preparavam as suas aulas por forma a responder às necessidades dos diferentes níveis de alunos que tinham na turma não deixando resvalar para o insucesso os menos dotados ou nascidos em famílias que não os podem apoiar por falta de conhecimento. Que não esperavam que os alunos recorressem a explicações a preços de ouro dadas pelos próprios professores para ultrapassar dificuldades Em que o Estado não desbaratava milhões num Sistema Educativo com níveis de insucesso que ultrapassam os limites do razoável. Etc, etc, etc. Não sou varredor, efectivamente tenho um nível educacional talvez superior ao seu e pelo acima descrito não estudei em Portugal. Mas se os meus pais tivessem ficado em Portugal até seriam chamados inconscientes das suas responsabilidades como educadores, como pela irónica negativa pretendeu atingir os pais portugueses. Se os professores têm um papel tão insignificante na Educação como se deduz do seu post…está em altura de lhes pagarmos bastante menos e investirmos esse dinheiro noutros recursos. Tão simples como isso! Não fui instruido em português, mas como frequentei um ensino que fomentava o gosto pela leitura e pelo saber escrevo em português quase correcto, melhor que muitos posts com erros ortográficos feitos por professores como Ricardo demonstrou.
Maio 19, 2007 às 5:47 pm
Varredor, explique-nos só como conhece tanto sobre algo que não frequentou…
Gosto sempre de saber com que fundamento alguém ofende, por atacado, toda uma classe profissional, comigo incluído, com base em clichés.
Porque não me reconheço no quadro que implicitamente atribui aos professores todos, gostaria que me indicasse onde existem tais práticas que denuncia (e que eu admito conhecer em alguns casos) e inquiri-lo sobre a eventual denúncia de tamanhas iniquidades.
Claro que desejo que compreenda este meu pedido como genuíno, pois cuidei de em momento algum o ofender como indirectamente fez a dezenas de milhares de profissionais.
Maio 19, 2007 às 7:04 pm
Paulo Guinote, peço desculpa, mas a resposta era para o Sandino que veio fazer alegorias fora do contexto. Não procurei ofender toda uma classe onde sei existirem bons professores. Mas qualquer classe profissional com um Estatuto igualitarista onde não é reconhecida a diferença é tendencialmente medíocre. E como sabe em Portugal todos (as excepções, por tão poucas, nem confirmam a regra) eram qualificados de Bom. E…como admitiu, conhece algumas das práticas que foquei. Leia e verifique mais alguns exemplos nos Comentários recentes feitos por Ricardo. A afirmação de “molhadas de professores” incompetentes é feita num post de um professor que não sabe a diferença entre perdeste e perdes-te. E a molhada de incompetentes são os que o irão avaliar, diz ele. Não quero ofender os bons professores, mas o problema está no sistema que tem que ser profundamente alterado. Estou com Sousa Tavares que hoje no Expresso faz um rasgado elogia à Ministra. Só com muita coragem alguém se meteria com um ninho de incompetentes, completamente ultrapassados, habituados à conivência do poder que é a FENPROF. Como sindicato deveria ter objectivos de ordem laboral e há muito domina as questões de ordem pedagógica de forma altamente incompetente e demagógica . Essa colaboração é uma das causas do marasmo em que a Educação se embrulhou em Portugal. Confundem-se questões laborais com pedagógicas, defendem-se soluções populistas completamente irreais, esquece-se o país em que vivemos de maiorias carenciadas com uma política de manuais mais despesista que qualquer país com muito melhores níveis de vida. Poderia alongar-me, mas tudo o que eu pudesse dizer é do seu conhecimento.
Maio 19, 2007 às 10:07 pm
Coitadito! Vai varrer! e bem limpino, hem????
Maio 19, 2007 às 10:08 pm
Coitadito! Vai varrer! e bem limpinho, hem????
Maio 19, 2007 às 10:33 pm
Aos comentários do Varredor, não me surge nada a dizer além da perplexidade de ouvir críticas de quem não conhece, obviamente, o sistema por dentro.
E afirmar apenas o seguinte: concorde-se ou não com os motivos, datas ou com a própria greve em si, ela é um direito de qualquer cidadão deste país (salvo forças militarizadas). E eu aprecio muito os meus direitos e utilizo-os sempre que posso…com erros ortográficos ou sem eles.
Maio 20, 2007 às 3:55 am
Sr. Varredor,
Se o sistema de ensino que frequentou foi o mesmo que eu frequentei, não se esqueça de referir que, pelo menos no meu caso, as aulas só funcionavam em turno da manhã e que as tardes pertenciam aos docentes para preparação de todo o resto do trabalho escolar a ser realizado nas escolas com as devidas condições. Sabe, eu tenho a vantagem de ter experimentado um tipo de ensino não português e de ser professora no sistema educativo português.
Acredite que faria bem em se informar. Se o ensino que frequentou foi assim tão excepcional, deveria ter aprendido que só se mete a colher onde ela fica bem. O Sr. anda a comer a sopa com um garfo…
E, já agora, estou a ficar um pouco cansada de ouvir rebaixar tanto a Fenprof e outros sindicatos.
Uma pessoa tão “estudada” como o Sr. não sabe que as questões laborais dos professores não podem nunca ser separadas de questões pedagógicas e das políticas de ensino???
Maio 20, 2007 às 8:36 am
Estimado “Varredor” que não é varredor:
Já tínhamos percebido o que gostaria de varrer se tivesse poder para isso (Freud e Jung explicaram casos como o seu).
Também já tínhamos reparado que “escreve num Português quase correcto”. Tem ainda alguns problemas com os pronomes (usa indistintamente o tu e o você) e um grande conflito com a pontuação, mas não é nada que não se resolva.
O que não sabíamos era que os seus comentários são, afinal, tão desprovidos de fundamentação argumentativa. Limita-se a repetir alguns “clichés” estereotipados que leu ou ouviu na comunicação social. E, provavelmente, quando emite essas opiniões, até é capaz de pensar que está a proferir sentenças originais que resultam da sua própia reflexão. Quando diz que “está com o Miguel Sousa Tavares”, se calhar até pensa: “ora aqui está um que pensa como eu”, sem perceber que foi esse comentador e outros como ele que lhe formataram a opinião. E nem repara que, quando, por exemplo, afirma que as “questões sindicais devem ser separadas das pedagógicas”, está a repetir o que leu no recente artigo de Vital Moreira no Público.
Caro “Varredor”:
A sua sequência de comentários só confirma a justeza do meu comentário inicial ao seu insulto aos professores. Por isso mesmo e porque não o considero representativo dos pais, nem dos professores, não perco mais tempo consigo.
Maio 20, 2007 às 9:37 pm
Sr Varredor: o Senhor é, deveras, um grande “tretas”, principal característica e causa deste país eternamente adiado. Ainda se orgulha de não ter estudado em Portugal? Tenha bom senso: cale-se!