Maio 11, 2007...2:18 pm

Pela greve geral…

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greve_geralPercebo algumas das preocupações que tenho ouvido nas discussões com os meus colegas, mas não posso deixar de apelar à participação nesta greve.Razões pelas quais devemos realizar a greve:

- O governo deve sentir-se pressionado pela força popular no sentido de modificar as posturas e comportamentos autistas, que se têm reflectido em leis agressoras aos direitos dos trabalhadores, arduamente conquistados desde o 25 de Abril. 

- Dificilmente de outra forma conseguiremos o tempo de antena, necessário para a transmissão das nossas preocupações. Num momento em que os media têm assumido um papel pró-governo e onde Sócrates se movimenta como peixe na água, tem sido cada vez mais difícil contrariar na imprensa as mentiras e deturpações realizadas pela máquina comunicacional deste governo PS.  - Uma batalha jurídica e legalista é necessária mas deve ser acompanhada com movimentação popular. Só estas acções demonstram claramente o descontentamento generalizado.

6 Comentários

  • Fico espantada por perceber que há quem hesite em aderir a esta greve. Chocada … Ao ponto de dizer que, deixo de respeitar o professor que a não fizer. Salvaguardo excepções i.e. (1º) aqueles que estão tão atravessados na p … da vida que não podem perder esses 50 ou 55 ou 60 ou 70 0u 80 ou 100 ou o que for em euros. Mas, no núcleo de professores com quem trabalho, não me parece que o não possam fazer. Logo, (segunda excepção) os colegas que não fizerem greve, e bem sei o quão pouco importante sou, deixarão de merecer o meu respeito, a não ser que tenham dia livre. E para que fiquem dúvidas sanadas, (2º) há professores que andam 40okm por dia para ir e vir trabalhar. Por isso, que gastem xyz no dia de greve mas que poupem a viagem e os acidentes. E quem diz 400km pode dizer 40km.

  • Moriae, a adesão ou não à greve, não é razão para deixarmos de respeitar seja quem for.
    Cada um toma as suas decisões – espero eu – em consciência e de acordo com as suas prioridades e com a sua análise da situação.

    No meu caso – e algumas das reservas de que o João fala são as minhas – acho que isto não pode ser encarado como uma corrida de 110m barreiras.
    É mais uma prova de fundo ou meio-fundo.
    Se corremos muito de início, aprecemos na fotografia, mas na ponta final não aguentamos a pedalada.

  • Talvez sim e talvez não. Quem se calar é conivente. Se as pessoas têm já poucas formas de se manifestar e desperdiçam esta, enfim … Nem quero pensar como vai ser o futuro.
    É claro que quando falo assim é porque estou revoltada. Por outro lado, minto com os dentes todos quando digo que deixo de respeitar … a verdade é que tenho o coração do tamanho de um girassol gigante. Mas gostava de não ser assim. Portanto, talvez sim ou talvez não…

  • Paulo Guinote, esta é a democracia de algumas pessoas! Se não pensares como elas és trucidado. Se estivessem no poder, alguém faria greve? Claro que não. É que quem fizesse greve não era da sua opinião…logo não merecia respeito! Fantástico! Mas de Moriae não me espanta esta posição. Escrevi algumas vezes no seu blog mas como não sou demagoga nem extremista furiosa arranjou um pretexto para fundamentar barrar-me a entrada. Também já tinha tido a mesma experiência no Portugal Profundo. Tiro a conclusão de como seria se estivessem no poder…só falaria quem fosse da mesma opinião. Vivi antes do 25 de Abril, conheço o género. Muda o rótulo, mas muitos conteúdos da fórmula são iguais.

  • Deixo uma amostra da seriedade do “Portugal Profundo”
    Qualquer comentário não alinhado é publicado. A investigação sobre o 1º ministro é verdadeiramente pidesca. Primeiro não era licenciado…depois era licenciado mas sem conhecimento dos órgãos de gestão da UNI, agora é licenciado e foi professor convidado na UNI…em que ficamos? Mas tudo bem, estamos num país com liberdade de expressão. Só me espanta que num blog justiceiro se transcrevam comentários em que sócrates é tratado por bicharel e o comentário que copiei a segur. Qualquer pessoa é competente para julgar e condenar pessoas? E o professor Balbino que é exímio censor de comentários adversos e assumido perseguidor de toda a transgressão, transcreve este tipo de coisas porquê?

    Caso Madeleine – Asssunto sério! As únicas pessoas que poderão responder pela rapto são, em minha convicção,Robert Murat e sua mãe.Não para ser utilizada para fins sexuais mas para a adoparem, dada as semelhanças que tinha com a menina que está na posse da sua ex-mulher. Por isso madeleine encontra-se alojda em local seguro e viva – E quem cuidará dela é Sra. Murat. Se seguirem todas as pistas do seu percurso,no seu dia a dia, uma das quais desembocará, inevitavelmente, no esconderijo onde a criança se encontra.
    Visão de Vidente | 16.05.07 – 5:39 pm | #

  • Obviamente que a questão do Portugal Profundo e da Madeleine tem tudo a ver com a greve…
    Não há maneiras mais fáceis de evitar a questão?
    Penso que toda a gente pode assumir fazer ou não, tenho a minha própria posição. Neste momento só me chateia o ridículo da abordagem das “Requinhas”!
    Irra! Não há pachorra!


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