Maio 9, 2007...5:24 pm

Mário Nogueira e os seus apoios…

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Findo o congresso, contam-se as armas e lambem-se as feridas. É neste panorama que o SPGL lança um comunicado no seu site que me entristece profundamente, no qual não me revejo e repudio absolutamente.

 

Afirmar peremptoriamente que não considera a eleição no congresso a melhor escolha, num comunicado oficial de felicitações aos dois candidatos, só vem reforçar a opinião de grande parte dos sindicalizados do SPGL que esta é uma direcção de conluio não pela defesa dos seus direitos, mas pelas jogadas de bastidores.

 

O mau perder deixa sempre um amargo de boca, que raramente se desvanece. A oposição entre os dois candidatos foi salutar bem como o confronto de opiniões. A própria candidata derrotada demonstra uma melhor capacidade de encaixe de derrota que o nosso sindicato. É caso para perguntar se iremos ter no futuro uma oposição de bloco central…

13 Comentários

  • Porrinha para eles! O sr. Avelãs lá recuperou do ar embuchado que demonstrou em crescente à medida que o Congresso decorria e mostrou as garras … Fino fino … mas não engana ninguém!

  • Permito-me chamar a atenção para outros aspectos do vergonhoso comunicado do presid. SPGL:
    1. É um comunicado pessoal, em nome da Direcção e do SPGL. Não é um comunicado da Comissão Executiva. Será que a Direccção e a Com. Executiva se revêem na estratégia pessoal e mesquinha do sr. Avelãs?
    2. Fala-se em cumprir o Plano de Acção da FENPROF, mas nem uma palavra sobre a Resolução sobre Acção Reivindicativa aprovada no Congresso.
    3. O SPGL é, em consequência disto, o único sindicato da FENPROF que não está a moblizar os seus associados para a Greve Geral de 30 de Maio.

  • Ai está, está… Olhe que está… esteja mais atento ao trabalho real efectuado e menos às “cusquices” de bastidores e vai ver que está a fazer a dita mobilização. Aqui diz-se muito mal do SPGL, será o tal mau perder que alguém critica no post mas de que parece sofrer!!!???

  • Eu cá sofro de muita coisa…dor de alma acima de tudo. Mau perder, até agora os companheiros do póquer de quarta à noite não se queixam.
    Se o SPGL está a mobilizar os associados para a Greve geral de 30, então porque convonca uma reunião para dia 17 de Maio, com o propósito de decidir se aderimos à greve ou não?
    Não brinque comigo, meu caro(a) Onidas (sandino ao contrário, que giro…) que cego é algo que nunca fui…O SPGL está neste momento a fazer o que sempre foi criticado, apoiar os movimentos errados, nas alturas erradas, pelos motivos errados. E isso só irá trazer cada vez mais dessindicalizações…que julgo ser algo que nenhum de nós pretende.
    E já agora, eu não digo mal do SPGL…eu critico o que julgo criticável, mas continuo cá para construir um sindicato mais forte e representativo…caso contrário, bastaria sindicalizar-me noutro, que o que não falta para aí são sindicatos.

  • Afirma Onidnas:
    Ai está, está… Olhe que está… esteja mais atento ao trabalho real efectuado e menos às “cusquices” de bastidores e vai ver que está a fazer a dita mobilização. Aqui diz-se muito mal do SPGL, será o tal mau perder que alguém critica no post mas de que parece sofrer!!!???

    Posso esclarecer?:
    Ou não leu bem o que escrevi, ou toma os seus desejos pela realidade.
    1. Onde está essa mobilização que ninguém vê? É em Setúbal, Lisboa, Oeste ou Santarém?
    2. Não são cusquices de bastidores. É um comunicado do presidente e só. Houve também um discurso no jantar de aniversário, no mesmo sentido, que envergonhou os próprios apoiantes.
    3. Não digo mal do SPGL. Critico, com argumentos, alguns elementos da cúpula do SPGL que estão cada vez mais afastados do passado democrático, plural e combativo do SPGL.
    4. É preciso congregar esforços e energias contra as políticas do governo e do ME e ultrapassar esse estado de ressabiamento que não augura nada de bom para o SPGL e, em consequência, para os professores.
    5. Pode não significar nada, mas adoptar um pseudónimo que é o contrário de Sandino (um dos mais generosos revolucionários), dá que pensar.

  • é verdade … são realmente opostos … mas já não digo nada! Lá no “antro” da sinistra também me apareceu um caso duvidoso!
    João Pires, o SPGL precisa de ti :)
    Abraço,
    M.

  • A leitura dos estatutos do SPGL dá a resposta à necessidade da convocação de uma Assembleia Geral de Sócios já que é este o órgão com essa competência (Cap. IV/ Secção V/ Sub-secção II/art. 55º/alínea j)).
    É um procedimento que assenta num princípio de prática democrática do SPGL, ao dar aos seus associados o poder estatutário exclusivo de decretar e levantar as greves. Constitui-se, ele próprio, num processo claro de mobilização efectiva para estas formas de luta, ao determinar o necessário debate.
    Se as práticas de outras organizações sindicais permite que sejam as direcções a tomar essas decisões, é com eles!
    Afirmar que o SPGL é o único sindicato da Fenprof que não está a mobilizar para a GREVE GERAL de 30 de Maio revela a intenção clara de criticar de forma sistemática e muitas vezes gratuita, em todos os momentos considerados oportunos, a actuação da actual direcção. Se a mobilização efectiva para a greve passa por colocar os cartazes, até agora existentes, nos “sites”, até que se pode chegar a essa precipitada conclusão. Se, por outro lado, considerarmos que uma mobilização efectiva para a greve passa por uma acção sindical organizada nas escolas, junto dos professores e debatendo com eles as razões da importância da sua participação na greve, aconselha-se a que se fique mais atento.
    JohniB

  • 1. É muito louvável o zelo que é agora colocado no cumprimento dos estatutos do SPGL e espera-se que assim continue, respeitando os direitos de todos os sócios, mesmo dos que não concordam com a Direcção. Mas este é um assunto que terá mais desenvolvimentos no local adequado. Quanto à convocatória da Assembleia Geral, o que está em causa não é a sua convocação, mas a forma propositadamente tardia (confirma-se agora esta intenção) como é feita. O artigo 59º dos estatutos diz que pode ser convocada com 3 dias de antecedência. Se existe uma resolução do Secretariado da FENPROF de 30 de Março e se existe a decisão do Congresso em 21 de Abril, como se explica a convocação para 17 de Maio?
    2. Quanto à “mobilização efectiva que passa por uma acção sindical organizada nas escolas”, não posso estar mais de acordo. O problema é não conseguir ver qualquer indício, ainda que pequeno, dessa acção. Onde? Quando? Qual foi a reunião ou plenário em que se debateu a greve geral? Em que escola?
    Se me conseguirem responder às questões 1 e 2, retiro tudo o que disse e serei obrigado a reconhecer que não estou suficientemente atento.

  • Estatutos do SPGL, artigo 81º, alínea m) decidir sobre o recurso à greve ou outras formas de acção;
    Sobre as competências da direcção do sindicato. Não venham agora querer atirar-me areia para os olhos, como se fosse hábito e regular convocar a Assembleia Geral para decidir uma coisa destas.
    Sempre foi uma incumbência da direcção, que apenas não convém agora para não estarem a apoiar uma direcção da Fenprof que não lhes agrada.
    Desculpem lá, mas beicinho e birras aturo aos meus filhos, não à direcção do meu sindicato. Desamarem o burro e trabalhem com competência, e já agora não se demitam das suas funções…ou então marquem eleições intercalares para a direcção.

  • A resposta à questão 1. não é fácil e considero não ser este o espaço adequado para essa análise. Como referi no meu comentário, todo o tempo até à realização da Assembleia Geral de 17 de Maio é, em si próprio, um elemento de forte mobilização para a discussão e apropriação efectiva das razões que motivam esta GREVE GERAL. Eventualmente, o mais poderoso de todos…
    À questão 2), posso adiantar que os níveis de adesão a greves anteriores têm sido, na área do SPGL, os mais elevados de todos os sindicatos da FENPROF. Este facto não será alheio à efectiva capacidade de mobilização que o nosso sindicato e a sua direcção têm desenvolvido, num esforço articulado das suas estruturas (activistas, delegados, dirigentes…) junto das escolas e dos professores, através de contactos directos nas escolas, reuniões sindicais, etc., em condições cada vez mais adversas.
    A mobilização para a GREVE GERAL na área do SPGL está em marcha. Fique atento e participe. Se quiser, não um, mas 46 indícios, espreite o link da região oeste, para começar…

    Saudações
    JohniB

  • Caro João Pires,
    “Decidir sobre o recurso à greve” terá o mesmo significado de “decretar greves”?
    As outras questões fazem lembrar outras águas… Muito turvas!
    Passe bem.

    JohniB

  • Caro JohniB:
    Reconheço que é uma fonte muito bem informada e certamente muito próxima da Comissão Executiva (pelo menos), pois sabe coisas que o comum dos sócios ou dos delegados e dirigentes mais vulgares não conhece.
    Reconheço que no link da Região Oeste estão marcadas várias reuniões e plenários para analisar o Congresso e a Greve Geral. Reparo que o link foi colocado a 11 de Março e também sei que o meu primeiro comentário aqui foi colocado a 10. Admito que tenha sido casualidade.
    Mas não invalida a pertinência da observação de fundo: Porquê tão tardia convocação da Assembleia Geral?
    E suscita-me outra observação:
    Porque não são marcadas reuniões nas outras três regiões?
    Quanto ao convite para participar na mobilização, estou a fazê-lo desde a resolução do secretariado da FENPROF de 30 de Março. E é também por isso que estou informado e observo a falta de qualquer mobilização nas escolas, promovida pela direcção. Até compreendo a vossa falta de vontade. Mas se aquilo que vos move ainda é o sindicalismo, vamos dar combate às políticas do Governo e do Min. Educação que tão gravemente afectam a vida dos professores e das escolas.

  • Ó meu caro JohniB, turvas são as águas do Sado ;)
    Aqui estamos a lidar com situações muito claras…ou existe mobilização ou não, e a cada um de nós permite-se uma leitura diferente.
    Repare que o SPGL é constituído por várias zonas, não só a Oeste…então e a discussão e mobilização das outras? Setúbal já sei que funciona mal, mas não é só a existente…
    Não partilha da minha análise…está no seu direito, obviamente. Mas não acha curioso só agora nos depararmos com esta situação? Até agora cabia à direcção decidir o recurso ou adesão à greve. O que se modificou entretanto?


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