No meio de alguns comentários no meu blogue, apercebi-me de uma verdade La Palisse…o poder corrompe, mesmo quando não tem estatuto para tal.
Só assim se percebe que alguns elementos neste país (a sua generalidade) após a posse de algum cargo de gestão ou outro, passem a ser os orgulhosos detentores do que chamo “rei na barriga e rainha pelo c* acima”.
Já passei por vários, em presidências de Conselhos Directivos/Executivos, mas o piorzinho de todos aturo-o agora. Principalmente porque o seu historial político confirma a regra…quem sai da esquerda para a direita, enviesa os neurónios e perde o tino.
Daí que, em função das regras de Pires para estas situações, recomenda-se:
- Ao seres ignorado pelo chefe, que passa por ti apressadamente no corredor com os olhos enfiados no chão, grita sonoramente de modo a todos ouvirem: “Então, perdes-te alguma coisa ou os c***** estão muito pesados?”
- Se em plena discussão pública, o chefe elevar a voz acima dos decibéis permitidos no aeroporto, aproveita uma paragem para respiração e afirma (de modo a que te ouçam): “Já percebi que a tua estupidez é proporcional ao volume de voz, mas se me quiseres ouvir…”
- Ao seres convocado para reuniões particulares, sem ordem de trabalhos explícita, entra na sala falando para o bolso interior do casaco: “Teste, um, dois, três, teste…”
- Nunca baixes os olhos, nunca eleves a voz em discussão e acima de tudo nunca, mas nunca, lhe digas que a culpa da sua imbecilidade é da falta de sexo (de modo a que outros ouçam, claro).
Se mesmo assim o descalabro continuar, faz como eu…cria uma blogue.

Tem piada que ainda à um bocado aconselhava alguém a gravar tudo, tudinho mesmo. A molhada de incompetentes que vai “avaliar” colegas é seguramente a maior afronta. Colocá-los na praça pública talvez seja mais pedagógico. Quer dizer, não é hábito e até está protegido por Lei, mas perante a total anormalidade vigente ou em vias de se instalar, é preciso começar a tomar medidas mais radicais.
Eu gostava de ir a tribunal e poder mostrar aos srs. juízes como se comporta afinal intra-muros a generalidade dos conselhos executivos, directivos, presidentes e outras personagens que tais que não têm o menor respeito pelos professores, os maltratam verbalmente e há mesmo quem se chegue no direito de usar de alguma influência física.
Gostaria de ver se perante a denúncia constante destes atropelos se iria fazer “olhos de mercador”.
Espero que aqueles que presenciam estas situações passem a tomar a atitude de processar de imediato.
Isto já não vai com blogues…
Um dia de cada vez …
Exceleeeeeeeeeeeeeente post, João e excelente comentário Nopasaran!
Pois…à custa deste post, já me chamaram “revisa”
É claro que de quem vem a “afronta” eu aceito…e vou pensar em mais post´s iguais
Eu estive para o copiar e colar no meu canto mas acho melhor esperar para ver o que o meu advogado me diz
De qualquer modo, nota que fixei os teus conselhos!!!
Pois olha que hoje tive uma série de conselhos…inclusive de quem eu julgava que nunca iria ler o meu blog…e todos eles perguntavam-me se tinha endoidecido
É capaz de não ser muto bom prenúncio.
Pois … eu brinco mas a situação é séria. É preciso ter coragem e consciência tranquila para se ser assim. E uma boa dose de loucura.
Meu caro colega, não resisti e citei-te. Na íntegra

Há gente com dignidade e coragem!
Abraço,
M.
…quem sai da esquerda para a direita, enviesa os neurónios e perde o tino.
Há dias em que a inspiração bate. É preciso aproveitar o momento: no dia seguinte já não vale. Parabéns!
O seu post é-me profundamente familiar.É como se alguém me estivesse a ouvir, mesmo estando eu calada.
Eu:
. já adoptei um 1-2-3.
.já falei com advogados (ah! nem sabem com quem se metem…)
. Já mandei baixar o tom.
.”revisa” é difícil que me chamem…
. a falta daquilo já me passou pela cabeça.
. Quanto às passagens silenciosas… Graças a Deus, né?
Posso citá-lo?
Perguntar não ofende. Por enquanto os Conselhos Executivos não são eleitos? Os professores não são pessoas com formação mais do que suficiente para saber o que está em causa nos processos de eleição e se empenharem nesses processos? Na v. opinião quem terá competência para avaliar os professores?
Todos os quadros de empresa são avaliados, os professores não devem ser?
Erros destes escritos por um professor é grave.
Em “Problemas com a chefia”
“Então, perdes-te alguma coisa ou os c***** estão muito pesados?”
Que avaliação fazer de um professor que confunde “perdes-te” com perdeste?
Em “no pasaran”
“Tem piada que ainda à um bocado aconselhava alguém a gravar tudo….”
Não saber usar o verbo haver????
E esta afirmação: “Colocá-los na praça pública talvez seja mais pedagógico.” Na praça pública…??????????????Pedagógico?????? Buling docente?
E de João Pires: “e todos eles perguntavam-me se tinha endoidecido;
Na net há tendência a menos rigor. Mas professores não podem escrever desta forma porque dão uma impressão negativa ao público em geral.
O respeito por um profissional não se dá nem se perde por decreto. Conquista-se. E com este exemplos…não!!!
E que dizer da afirmação: ” A molhada de incompetentes que vai “avaliar” colegas é seguramente a maior afronta.” Acho que nem a ministra nunca fez uma tal afirmação! Então há professores incompetentes às molhadas? Pensam nas afirmações que fazem antes de as publicar?
Meu caro Ricardo, assumo as minhas deficiências em língua portuguesa, algumas fruto de “falta de prática na escrita” outras fruto da “pressa a escrever”. Nenhuma delas obviamente justificação para se dar erros e pontapés na língua materna.
Deve no entanto ter em consideração o seguinte…as afirmações aqui encontradas são reflexo de um mau estar profundo, que se vem instalando na nossa classe profissional e que mais tarde ou mais cedo terá consequências graves, não só pedagógicas como de gestão escolar. este aliás poderá vir a ser um post futuro, que muita discussão certamente irá originar.
Mas aprecio que o que o tenha irritado sejam os meus erros ortográficos e não o meu vernáculo exagerado. Significará também algum descontentamento?
Lamento Joao Pires, mas justificar a ignorância com mau estar…é tentar justificar o injustificável! A ministra tem 2 anos…não deu para esquecer a escrita. O único reflexo que eu e todos os que trabalhamos com recursos humanos vemos, e não só agora, é a impreparação com que os alunos chegam ao mercado de trabalho. E em Língua Portuguesa ultrapassa o razoável. Num país que, em termos relativos, investe na Educação uma das mais altas percentagens da Europa, temos direito a exigir um pouco mais. Reivindicações profissionais é uma coisa, ignorância é outra. E num professor é grave.
pergunta ingénua: se o Pires apresenta deficiências no domínio da língua portuguesa a culpa não será dos profs da ESE que permitiram que finalizasse a licenciatura?
Não sabendo bem como vim cá parar e apesar de já fazer algum tempo que isto foi escrito tenho que comentar.
Incrível como no fim de contas o que contou para os ultimos comentadores foi a forma e não o conteudo. Crendo eu ser este o espelho da sociedade, hipócritas ou só estafermos, lá vão ganhando a razão por razão nenhuma que interesse.
Em ano de eleição que este post de 2007 sirva para algo.