Numa edição on-line do Público, após pesquisa no Sapo por
Mário Nogueira, encontrei uma pérola de artigo, com citações de ambos os candidatos a Secretário-Geral da Fenprof.
O que me chamou a atenção foi uma declaração, não dos candidatos, mas sim de Avelãs, representante máximo do SPGL, que a certo ponto é citado: “António Avelãs, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, rejeita a ideia de que haja “ingerência política ou tentativa de controlo partidário”. Mas lamenta que não tenha havido acordo no seio da Fenprof para se chegar a uma lista única. Depois de ter sido apresentado como candidato, o sindicato entendeu retirar a candidatura, numa tentativa de “criar um espaço de unidade”. “Infelizmente, a intransigência de
Mário Nogueira não o permitiu“, critica António Avelãs. “Os congressistas vão ter de fazer um esforço muito grande para que a Fenprof não saia fragilizada deste congresso”.
Intransigência? Então, mas é só do MN? E a Manuela, não é intransigente? Esta agora! O que é para um, é para todos meus caros. Não se pode acusar um candidato de querer teimar em levar a sua candidatura avante, sem assumir a mesma bitola para o outro candidato.
Já assumi aqui o meu apoio a
Mário Nogueira e isso é facto público. Não posso nem quero no entanto colocar em causa a candidatura de Manuela Mendonça. Critico a sua postura e questiono as suas convicções, mas aceito o seu direito em se candidatar, como é óbvio num estado e instituição democrática.
O esforço que os congressistas vão ter de realizar em congresso, como refere Avelãs, é somente o esforço de perceber quem tem mais condições de representar mais de 70 mil sindicalizados. E esse esforço reflectirá não só a prestação e empenho de cada um dos candidatos como também da margem de manobra que terão no próprio congresso. E se a experiência vale de alguma coisa, podemos assumir que a visibilidade dada a
Manuela Mendonça até este momento pela comunicação social será sinónimo de algumas jogadas de bastidores que teremos todos de estar atentos.

3 Comentários
Abril 8, 2007 às 10:29 pm
Poderemos considerar que, dada a inconsistência e o estilo forçadamente convicto com que todos os que defendem a candidatura da Manuela, seria de aceitar que integrasse os tesourinhos deprimentes – e não só os pensamentos… – da história da Fenprof…
Poupem-nos, o que aí vem não pode encontrar-nos divididos!
Aliás, nem sequer fragilizados ou menos atentos deveríamos estar, e isso temo que já estejamos. E a Sra vai acordar, já que não foi nas férias, nas reuniões com os Conselhos Executivos que aí vêm, país fora, na próxima semana, ou, porque não, durante o Congresso?
Abril 8, 2007 às 10:37 pm
João, antes de tudo, gostei muito do teu último comentário no P. Guinote (achei que não deveria ocupar espaço lá e aqui … não resisti)
Bom, aqui, reitero o meu voto de esperança para que vás ao Congresso como Delegado.
Identifico-me plenamente com a tua postura e já agora, com a do Mário, que está, como pessoa bem formada que é, longe das confusões e tramas geradas por algumas pessoas e micro-sistemas.
Quanto à Manuela, pouco tenho a dizer a não ser que não aprecio a postura que tem sido transmitida. Sobre o seu mérito, nem sequer me posso manifestar.
Abraço,
M.
Abril 9, 2007 às 1:14 pm
Muito obrigado
E amanhã veremos se serei delegado, após a votação na Ese de Setúbal. Rufam os tambores….