Depois de um grande interregno…prometo ser breve nesta actualização!
Em manutenção…
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Encontro do Politécnico…atrasado, mas ainda a tempo!
Realizou-se no passado dia 06 de Dezembro, no auditório da Escola Superior de Educação de Coimbra, o Encontro do Politécnico, Que carreira?
Com diversos painéis durante o dia, nomeadamente sobre o desenvolvimento do Politécnico, revisão de carreira e transição para nova carreira, o que poderia ter gerado uma discussão útil e bastante pertinente reverteu-se numa discussão de “sexo dos anjos” sobre o sistema binário do ensino superior.
Tenho a dizer, tal como referi nas minhas intervenções ao longo do dia, que não concordo com a junção do ensino universitário com o ensino politécnico. Sempre me pareceu que cada um tem o seu espaço e o seu público, a sua adequação e as suas normas. No entanto, revejo na carreira universitária um sistema mais preparado e adequado. É claro que seria conveniente para os docentes do ensino politécnico terem melhores condições para investigação, progressão de carreira e estabilidade profissional. Mas isso é outra discussão.
O último painel do dia foi bastante profícuo em ideias e troca de experiências e sensibilidades (os meus parabéns ao Hernâni pela moderação), mas ficaram ainda algumas questões por resolver, que no meu entender podem limitar ou não o nosso futuro profissional.
Em próximos posts irei divagar um pouco sobre cada painel.
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Conselho Geral do Politécnico de Setúbal
Meus caros,
Descobri que assistente não é professor.
O Politécnico de Setúbal vai realizar eleições para a composição do seu Conselho Geral (o orgão que elege o próximo Presidente do IPS) e já divulgou o regulamento para a sua constituição.
O problema reside na definição de Professor. Para o IPS, o Professor é o Adjunto ou Coordenador. Assim, no Conselho Geral estão representados os acima referidos, os alunos, os funcionários e as personalidades da região…menos os Assistentes que não são gente.
Portanto, eu ando cá mesmo só para … assistir!
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…E depois da Greve?…
E agora?
Depois da greve, vem o adeus? Não me parece e pelos discursos dos excelentíssimos governantes deste país, também não parece que digam adeus tão cedo. Vivemos um país governado por cegos, surdos e infelizmente não-mudos…pois para as declarações prestadas, mais valia nada dizerem.
De facto, a luta continua. A plataforma sindical realiza mais iniciativas e Mário Nogueira continua em força…
Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF e porta-voz da Plataforma, fez questão de referir que esta disponibilidade para negociar é acompanhada da mesma disponibilidade dos professores para lutarem, caso o ME não aceite recuar para níveis que viabilizem essa negociação, designadamente suspendendo a avaliação do desempenho.
Da parte do PCP, reforça-se o apoio à luta dos professores, nas suas reinvidicações e aspirações profissionais.
Mas e os professores? Quanto tempo mais conseguirão manter este desgaste? Neste momento estamos num braço-de-ferro que só poderá ter uma saída…partir por algum lado. Resta saber quem é o elo mais fraco.
Mais de 90% de adesão à greve e o ME continua a dar sinais de não ceder…porque não pode políticamente, porque Sócrates não deixa, porque as eleições estão à porta. Desenganem-se os que julgam que ao cair a ministra cai esta política. Mais depressa é substituída por alguém da continuidade.
A ver vamos…
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Resultados da greve
Considere-se que nem todos façam greve.
Considere-se que nem todos concordam com os sindicatos.
Considere-se que muitos estão contra a luta de classe e sindical que está a ser travada.
Então expliquem a paragem das escolas e a manifestação de apoio de várias frentes.
Expliquem as notícias avançadas esta manhã.
Porque o que se pretende, como indicado na site da Fenprof é “…Como objectivo imediato da luta dos professores coloca-se a suspensão do actual modelo de avaliação, a negociação de uma solução transitória de avaliação para o ano em curso e a negociação de um novo modelo para o futuro no quadro da revisão do Estatuto da Carreira Docente de onde sejam expurgados, entre outros aspectos, as quotas de avaliação e a divisão da carreira docente…”
E então, vamos continuar na mesma? Quais serão os efeitos desta greve?
Continuará a ministra surda aos pedidos da classe profissional que representa?
A queda do governo…
Surge na blogoesfera uma esperança de “queda da ministra ou queda de Sócrates, ou a queda de ambos”….
Não sou apoiante deste governo, bem pelo contrário. Não sou apoiante da Ministra MLR, nem por sombras. E não sou apoiante das decisões do MCTES, o meu patrão nos últimos anos.
Mas não compartilho desta esperança.
Em 2005, nas eleições para a Assembleia da República, o PS obteve 2588312 votos, 45,03% de eleitores, o que se reverteu em 121 mandatos.
Mesmo perdendo os 120 000 votos, que pelas suas palavras iniciais, MLR não valoriza, os professores representam 4,6% de eleitores. Estatisticamente, não somos assim tão significativos. O PS ainda tem uma margem confortável para uma maioria, e se jogar as cartas certas (apelar aos indecisos e à mancha de população PS que apesar de contestatária não se revê noutras forças políticas) poderá mesmo chegar a uma maioria absoluta.
Alguns estudos chegam mesmo a afirmar “…Com base nestes pressupostos, o nosso modelo prevê que o PS venha a obter 38,35% dos votos nas próximas eleições legislativas. A probabilidade de que este valor torne o PS o partido mais votado é superior a 99%….”
Portanto, não se iludam e não esperem que esta onda de contestação traga frutos eleitorais. A única forma de evitarmos mais 4 anos de desgoverno PS é começando desde já uma campanha eleitoral…
Congresso PCP II
No seu discurso de encerramento do congresso, o camarada Jerónimo reforçou o empenho que o PCP tem vindo a dar à luta dos professores…”Sim, é possível uma outra política para a juventude no trabalho, na escola, na habitação, onde possam construir com estabilidade e felicidade o seu futuro. Sim, é possível um ensino democrático, uma escola pública determinada pela formação integral do indivíduo e não sua formatação para mercantilizar em conformidade com os interesses do capital.”…
O PCP apresentou na Assembleia da República uma proposta que visa o recuo do governo na sua política educativa, de forma a iniciar-se o diálogo com os representantes dos professores (estruturas sindicais), na construção de um sistema de avaliação justo e válido.
Congresso do PCP
E assim passou mais um congresso do PCP.
Num próximo post irei colocar algumas considerações, por agora deixo-vos algumas imagens.
Greve Nacional de Professores?
Hoje éd ia de greve nacional para os professores.
Para todos? Não, os do ensino superior mantém-se nos seus lugares (contra mim falo), à espera que a tempestade passe e venha a bonança.
Esquecem-se que também para nós se esperam muitas agitações…e nessa altura seremos menos na rua.
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Encontro do Politécnico
A FENPROF está a organizar um encontro para discussão das carreiras no Politécnico, a decorrer no próximo dia 06 de Dezembro de 2008, na Escola Superior de Educação de Coimbra.
Com as presenças do Presidente do CCISP e do Secretário-Geral da FENPROF, espero que decorra de forma a percebermos que futuro se perspectiva para o ensino superior Politécnico e acima de tudo, o que queremos que venha a ser.
Da minha parte, lá estarei a dar o meu contributo.
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